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Dia Mundial da Asma, pelo Prof. Dr. Duarte de Araújo

28 abril 2026

A asma brônquica é uma doença muito complexa e heterogénea. Na realidade não deveríamos falar de asma, mas de asmas. Em Portugal cerca de 600 mil pessoas sofrem deste problema, mais prevalente na criança/adolescente, e afetando cerca de 7% da população adulta. Cerca de 5% destes doentes sofrem de asma grave, difícil de ser controlada. Nos últimos 40 anos, altura em que me comecei a dedicar profundamente ao tratamento das doenças respiratórias, verificou-se uma enorme evolução, quer no conceito do que é a asma, quer no seu tratamento. Hoje é uma causa rara de internamento hospitalar e ainda menos de mortalidade.

Com a chamada medicina de precisão, a partir dos anos de 2016 e com a introdução dos medicamentos biológicos (anticorpos monoclonais), a partir de 2007, mas sobretudo após 2015, a remissão clínica da doença, mesmo quando ela é grave ou muito grave, passou a ser uma realidade. No entanto perduram alguns aspetos que causam mau controlo da asma e dos seus sintomas: o tabagismo, a falta de adesão ao tratamento e a má técnica inalatória. A falta de literacia relacionada com a saúde é outro problema: aos velhos mitos relacionados com a medicação inalatória vieram juntar-se um outro conjunto de mitos, de crenças, de práticas e até de conceitos completamente anacrónicos, muitas vezes veiculados por doentes e seus familiares, migrantes de outras paragens.

Fique com a ideia de que a sua asma é uma doença crónica, incurável mas tratável e, mesmo se for grave, é passível de remissão clínica completa, permitindo uma vida feliz, com qualidade, e sem grandes limitações. Conte comigo!

Duarte de Araújo, MD, PhD

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