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Psicologia - reflexão da Dra. Catarina Castro sobre a importância de abrandar

14 agosto 2026

Vivemos num ritmo acelerado, onde parar parece quase proibido. Há sempre mais uma tarefa, mais uma resposta, mais uma exigência, mais um “tenho de”… Com o tempo, este ritmo constante pode levar a um estado de exaustão emocional e mental que nem sempre é imediatamente reconhecido.


Abrandar não é desistir. Abrandar não é preguiça. Abrandar não é falhar. Abrandar é regular o sistema nervoso. É permitir que o corpo e a mente saiam do estado de alerta constante.


Quando não abrandamos, o corpo sente:

  • Maior irritabilidade;

  • Dificuldade de concentração;

  • Fadiga persistente;

  • Ansiedade aumentada;

  • Sensação de “estar sempre em esforço”.

 

A mente também precisa de pausas. É no silêncio, no descanso e na desaceleração que conseguimos reorganizar pensamentos, emoções e prioridades.


Abrandar pode ser:

  • Parar sem culpa;

  • Dizer “não” quando é necessário;

  • Reduzir estímulos;

  • Dormir melhor;

  • Voltar a atividades que dão prazer;

  • Permitir momentos sem produtividade.

 

Não somos feitos para estar sempre em alta performance. A saúde mental também se constrói no espaço entre o fazer e o simplesmente ser. Neste ritmo de vida, abrandar pode ser um ato de coragem e também de cuidado. Às vezes, parar é exatamente o que nos permite continuar.

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