Vivemos num ritmo acelerado, onde parar parece quase proibido. Há sempre mais uma tarefa, mais uma resposta, mais uma exigência, mais um “tenho de”… Com o tempo, este ritmo constante pode levar a um estado de exaustão emocional e mental que nem sempre é imediatamente reconhecido.
Abrandar não é desistir. Abrandar não é preguiça. Abrandar não é falhar. Abrandar é regular o sistema nervoso. É permitir que o corpo e a mente saiam do estado de alerta constante.
Quando não abrandamos, o corpo sente:
Maior irritabilidade;
Dificuldade de concentração;
Fadiga persistente;
Ansiedade aumentada;
Sensação de “estar sempre em esforço”.
A mente também precisa de pausas. É no silêncio, no descanso e na desaceleração que conseguimos reorganizar pensamentos, emoções e prioridades.
Abrandar pode ser:
Parar sem culpa;
Dizer “não” quando é necessário;
Reduzir estímulos;
Dormir melhor;
Voltar a atividades que dão prazer;
Permitir momentos sem produtividade.
Não somos feitos para estar sempre em alta performance. A saúde mental também se constrói no espaço entre o fazer e o simplesmente ser. Neste ritmo de vida, abrandar pode ser um ato de coragem e também de cuidado. Às vezes, parar é exatamente o que nos permite continuar.